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FET

RTP1 emite a segunda temporada de Romaria do Meu Coração

A RTP1 emite Romaria do Meu Coração todas as sextas‑feiras de agosto, às 21h00 sempre depois do Telejornal. O episódio número três vai integrar a festa de Nossa Senhora da Saúde, em Drave, Arouca e as Sanjoaninas de Angra do Heroísmo, num programa gravado na Ilha Terceira.

Romaria do Meu Coração é uma série documental que acompanha as tradições, as histórias pessoais e as paisagens humanas das romarias portuguesas. Cada episódio combina reportagens de campo, entrevistas com romeiros, registos etnográficos e momentos de celebração comunitária, oferecendo um retrato íntimo das práticas religiosas e culturais que atravessam gerações. O formato privilegia a proximidade com os protagonistas, a observação sensível e uma narrativa que equilibra memória, fé e contemporaneidade.

Conceito e abordagem

A série propõe uma viagem sensorial e humana em que imagens atuais se cruzam com depoimentos que explicam o significado das romarias para as comunidades locais. O conceito editorial assenta em três pilares: documentação etnográfica, testemunho pessoal e paisagem cultural. A realização aposta numa linguagem cinematográfica, com som ambiente e planos que valorizam rituais, cantos e gestos, convidando o espectador a perceber a romaria não só como evento religioso, mas como fenómeno social e cultural.

Segunda temporada

Esta é a segunda temporada de Romaria do Meu Coração. As filmagens decorreram entre junho de 2025 e janeiro de 2026, em várias localidades de Norte a Sul do país, passando pelas ilhas, com destaque para os festejos sanjoaninos da Terceira, nos Açores. Dessa forma, captaram-se romarias de diferentes regiões e estações do ano. A produção envolveu equipas de reportagem, investigadores de campo e colaboradores locais, garantindo rigor documental e autenticidade nas representações.

Reconhecimento internacional

Romaria do Meu Coração já foi distinguida em festivais internacionais, tendo recebido prémios que reconhecem a qualidade da realização, a relevância temática e a sensibilidade etnográfica da série. Entre os galardões conquistados contam‑se:

  • Melhor Série de TV/Web no Hollywood Gold Awards;
  • Melhor série de TV/Web no Paris Film Awards;
  • Melhor serie de TV/Web no International Gold Awards
  • Melhor serie de TV no Pageant Fim Festival;
  • Melhor Curta Documental no London Movie Awards;
  • Melhor "piloto" de TV no Dubai Independent Film Festival;
  • Menção Honrosa no New York Movie awards;
  • Finalista no global Shorts;
  • Semifinalista no Cleveland Arthouse Film Awards.

Estas distinções sublinham o impacto da série além‑fronteiras e o interesse crescente pela cultura popular portuguesa no circuito documental internacional.

O terceiro episódio

Este episódio é marcado por contrastes profundos, mas de comum tem a magia dos locais, das tradições e das gentes. Nas festas de Nossa Senhora da Saúde, em Drave, o ambiente é íntimo, quase secreto, moldado pela aldeia isolada e pelo caminho que exige esforço. A devoção cresce no silêncio das montanhas, onde cada gesto tem o peso da memória e da resistência de quem mantém viva a fé num lugar sem estrada.

Nas festas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo, tudo explode em cor, música e movimento. A cidade transforma-se num palco aberto, com cortejos, danças e a energia atlântica que arrasta multidões. A ilha, conhecida como "a sempre em festa", enche-se com touradas à corda. Aqui, a tradição vive na exuberância coletiva, num ritmo festivo que contrasta com a serenidade de Drave, mas que partilha a mesma alma de celebração.

Uma feliz coincidência

Angra do Heroísmo foi elevada a cidade em 21 de agosto de 1534 e uma feliz coincidência faz com que em 21 de agosto de 2026, seja emitido o episódio relativo às Sanjoaninas, justamente quando a cidade comemora o 492º aniversário. Numa ilha marcada pela magia, talvez seja um feliz presságio.

Emissão

Estreia: sextas-feiras de agosto de 2026, às 21h00, RTP1 (após o Telejornal).

Próximos episódios: os primeiros quatro episódios da temporada serão emitidos às sextas‑feiras, sempre após o Telejornal da RTP1.

Outras plataformas: a serie vai estar disponível nos vários canais internacionais da RTP, assim como na RTP Play.

Sobre a produção

Romaria do Meu Coração é um formato de Completa Mente, Lda., em coprodução com CIA Films e com o apoio da RTP. A série procura contribuir para a preservação e divulgação do património imaterial português, aproximando audiências nacionais e internacionais das práticas e narrativas que moldam as comunidades locais. 

Nossa Senhora da Saúde em Drave, uma aldeia mágica perdida na Serra da Freita   

    As Sanjoaninas, uma celebração única numa ilha mágica em pleno Oceano Atlântico.

Agradecemos desde já a atenção dispensada e a publicação da informação veiculada em conjunto.

Para mais informações rogamos o contacto pelo endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Douro Stream, um ano depois.

O Douro Stream by LightMobie é uma iniciativa pioneira e inédita que realizou a primeira descida integral do Douro navegável em bicicletas adaptadas para flutuar e navegar, sendo simultaneamente um projeto de inovação tecnológica, uma experiência de mobilidade suave, uma travessia artística e documental e uma ação de valorização do território ribeirinho, tendo transformado o rio num caminho ciclável, usando bicicletas Órbita , feitas em Portugal, adaptadas para navegar.

O evento realizou‑se entre 9 e 19 de julho de 2025, com partida de Barca d’Alva, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e chegada a Vila Nova de Gaia. Durante a realização de Douro Stream by LightMobie, foram cobertos os cerca de 210 km ao longo do Douro navegável.

Nesta viagem aventura foram utilizadas bicicletas Órbita, modelos convencionais da clássica marca nacional, montadas sobre uma estrutura com flutuadores laterais, propulsão acionada pela roda traseira, direção com roda dianteira e, sobretudo, dotadas de estabilidade suficiente para navegar nas águas do Rio Douro.

Dessa forma, foi conseguida uma deslocação eficiente, silenciosa e sustentável, algo perfeito para criar uma relação estreita entre o utilizador e o rio, observar o Douro, aproximar-se das margens e recolher histórias.

O Documentário

“Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor de um Rio” é um documentário rodado durante a primeira descida do rio Douro em bicicletas adaptadas para navegar, no âmbito do Douro Stream by LightMobie.

Ao longo de vários dias, a equipa viveu a viagem, recolhendo imagens e testemunhos que revelam o Douro como território de emergência de novas realidades, memória e futuro.

Foi neste contexto que nasceu o documentário. Uma “action cam” e um “smartphone” acompanharam a viagem, registando o esforço físico, a relação com o rio, as peripécias, as histórias, os encontros com habitantes locais e a paisagem em constante mudança.

A ante‑estreia no Fantasporto 2026

A ante‑estreia de “Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor de um Rio” teve lugar no Fantasporto 2026, integrando a programação do Prémio de Cinema Português. A sessão contou com a presença do realizador, Pedro Gil de Vasconcelos, precedida de uma breve apresentação, onde foram destacados conceitos como “ciclo‑navegação”, a forma como o Douro é filmado como personagem central, sendo o suporte da narrativa que integra os seus personagens e o diálogo entre tecnologia, turismo, território e comunidades locais.

O Fantasporto, pela sua história e projeção internacional, funcionou como palco privilegiado para apresentar o projeto e lançar o documentário para o circuito de festivais.

O percurso internacional de Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio pauta-se pelo sucesso dos resultados, tendo até ao momento registado os seguintes galardões:

Prémios como melhor curta documental:

·        Open Horizon Film festival

·        New York Movie Awards

·        Milan Golda Awards

·        Paris Film Awards

·        Global Shorts

·        Florence Film Awards  

Finalista em:

·        Pageant Film Festival

Semi-finalista em:

·        Oslo Independent Film Festival

·        Dublin Movie Awards

·        Rio de Janeiro World Film Festival

·        Madrid Arthouse Film Festival

·        Dubai Independent Film Festival

·        Milan Filmmaker Awards

A estes galardões, acrescenta-se ainda mais uma Selecção Oficial para o Red Movies Awards, a ter lugar em Charlotte (EUA) em Dezembro próximo.

As palavras do Realizador

O documentário “Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor de um Rio” foi realizado por Pedro Gil de Vasconcelos, cineasta e comunicador com trabalho reconhecido na área documental, especialmente em projetos ligados ao território, às comunidades e à inovação social.

“O Douro Stream não foi apenas uma travessia técnica ou um desafio físico. Foi uma forma de olhar para o rio de perto, num ritmo profundamente humano, sentindo cada curva, cada corrente e cada margem. As bicicletas que flutuam obrigam-nos a abrandar e a respeitar o Douro.”

“Filmar durante a descida significou estar sempre em movimento, sempre exposto ao imprevisto. As melhores histórias surgiram nas margens, quando nos falaram de um Douro menos turístico, de um Douro em constantes transformações e de como as populações o vivem ‘com amor’, nas palavras e atitudes dos entrevistados. É esse amor, esses olhares, essas histórias que o documentário tenta guardar.”

A visão de Pedro Gil de Vasconcelos combina observação direta, narrativa sensível e uma estética visual que valoriza o Douro como espaço vivo, em transformação.

A LightMobie é uma empresa portuguesa dedicada ao desenvolvimento de soluções de mobilidade suave e sustentável, com foco em inovação tecnológica aplicada ao território, que detém a marca de bicicletas Órbita.

 

 Partida de Douro Stream By Lightmobie em Barca d´Alva, Figueira de Castelo Rodrigo, no dia 9 de julho de 2025.

Chegada Douro Stream By Lightmobie a Vila Nova de Gaia, em 19 de julho de 2025.

 

Caminhos e Epitáfios

Apresentação dos livros O Escritor de Epitáfios e O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia, Sábado, 18 de abril, na Fundação Livraria Lello, em Leça do Balio.

A Fundação Livraria Lello acolhe, no próximo sábado, 18 de abril, o evento Caminhos e Epitáfios, uma sessão literária dedicada à apresentação das obras "O Escritor de Epitáfios" e "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", que vai estar a cargo do Chef Hélio Loureiro.

Num espaço de referência para a cultura e o livro, a sessão de apresentação convida leitores, críticos e amantes da literatura a partilharem um momento singular em torno de duas obras que exploram a experiência de fazer os Caminhos de Santiago, unindo património cultural e gastronomia, num encontro que celebra a criatividade e a identidade dos caminhos portugueses a Santiago de Compostela.

Sobre o autor

Pedro Gil de Vasconcelos é realizador, argumentista e escritor, com um percurso marcado pela ligação ao audiovisual, à cultura e aos Caminhos de Santiago. Formado em Cinema e Audiovisuais, construiu carreira na televisão e no documentário, destacando‑se pela criação de conteúdos que exploram identidade, território e património imaterial.

Como realizador, assinou projetos premiados internacionalmente, entre os quais os documentários "O Meu Caminho" e "O Nosso Caminho", dedicados à experiência jacobeia e distinguidos com cerca de quarenta galardões. A sua obra audiovisual caracteriza‑se por uma abordagem sensível, humana e profundamente ligada às histórias das pessoas e dos lugares.

Enquanto escritor, tem desenvolvido uma produção literária que combina humor, memória e observação do quotidiano. Em "O Escritor de Epitáfios", explora a ironia e a reflexão sobre a metáfora do caminho da vida e sobre a experiência da caminhada desde Braga e Santiago de Compostela, por uma rota ancestral; em "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", transforma a experiência do caminhar num convite à descoberta cultural e histórica.

Durante o evento, Pedro Gil de Vasconcelos estará disponível para conversar com os leitores, responder a perguntas e assinar exemplares.

Sobre as obras apresentadas

"O Escritor de Epitáfios" é um romance em que, com humor subtil, sensibilidade e um olhar profundamente humano, Pedro Gil de Vasconcelos constrói uma narrativa onde o ato de caminhar se cruza com o ato de recordar. O romance celebra o Caminho de Santiago como espaço de transformação, encontro e revelação, um lugar onde cada vida merece ser contada e cada história pode tornar-se um epitáfio poético destinado a perdurar.

"O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", um guia que percorre o histórico Caminho da Geira e Arrieiros, revelando paisagens, tradições, personagens e curiosidades. Mais do que um roteiro, é um convite a descobrir o território através de passos, encontros e narrativas que atravessam séculos.

O apresentador: Chef Hélio Loureiro

A sessão contará com a apresentação do Chef Hélio Loureiro, figura incontornável da gastronomia portuguesa, autor de vários livros e profundo conhecedor da cultura e das tradições nacionais. A sua presença acrescenta ao evento uma dimensão sensorial e cultural que ultrapassa a literatura, reforçando a ligação entre território, memória e identidade.

"O Escritor de Epitáfios" e "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia" são uma edição da Editorial Novembro.

Confirmação de presença

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. As presenças devem ser confirmadas através do link: https://tickets/fundacaolivrarialello.pt/pt/1633-programacao-cultural/12828-caminhos-e-epitafios

Pedro Gil de Vasconcelos com um exemplar de "O Escritor de Epitáfios"

Evento: Caminhos e Epitáfios

Local: Fundação Livraria Lello - Mosteiro de Leça do Balio – Rua do Mosteiro s/n – 4465-703 Leça do Balio

Data: 18 de Abril de 2026

Horas: 16h30

“Som da Alma”, um filme concebido para ser vivido em grande ecrã.

Um Documentário de Luís Moya, que nasce da dor, da pandemia e da urgência de criar, uma obra elegível em votação para os prémios Sophia, da Academia de Cinema Português, 2026.

O novo documentário “Som da Alma”, estreado em julho de 2025 e já distinguido em vários festivais nacionais e internacionais, resulta de um período de profunda turbulência pessoal e coletiva, vivido pelo autor, durante a pandemia.

Entre perdas, isolamento, doença e um grave acidente de viação, o realizador encontrou no cinema a forma de transformar desconforto, isolamento e dor em criação.

“Foi um período em que tudo parecia desabar ao mesmo tempo. A pandemia tirou-nos pessoas, tirou-nos certezas e eu sentia que precisava de transformar essa dor em algo maior”, recorda Luís Moya.

Durante o estado de emergência, quando apenas trabalhadores essenciais circulavam na rua, o autor sofreu um violento acidente de viação. Apesar dessa experiência traumática, conseguiu daí retirar algo de positivo e recorda que “no momento do impacto, vi flashes de rostos a passarem pela minha cabeça. Foi como se Deus me dissesse: ‘agora é o momento’. Percebi que não podia adiar mais o próximo filme.”

Foi durante o período de recuperação que começou a desenhar aquilo que viria a ser “Som da Alma”.

Uma premissa arriscada

Filmar apenas rostos. Rostos que carregam histórias, emoções, silêncios e feridas. Mais de cem pessoas foram gravadas, muitas delas desconhecidas abordadas na rua e que abriram as portas das suas casas. “Queria um mosaico humano, culturalmente diverso, que mostrasse aquilo que somos quando tiramos as máscaras sociais. O silêncio é uma arma poderosa no cinema documental e aqui ele fala tanto quanto as palavras”, explica o autor.

A montagem, feita pelo próprio realizador, foi um processo emocionalmente exigente. Muitos rostos ficaram de fora, como parte natural da construção narrativa. O filme tem 21 minutos, número escolhido como marco simbólico do século em que a pandemia transformou o mundo.

Entre os elementos mais íntimos do documentário, destaca-se a homenagem a Emília, mãe da esposa do realizador, representada simbolicamente pelos “12 girassóis de Van Gogh”.

Mas, nas palavras do realizador “o 'Som da Alma' é também um desabafo. Uma tela que pintei a partir do meu interior. É sobre a pandemia, sim, mas sobretudo sobre a fragilidade da vida, sobre o que enfrentamos enquanto seres humanos, a dor que nos atinge e a dor que causamos uns aos outros.”

O filme tem percorrido vários festivais, arrecadando distinções como Melhor Documentário e Melhor Edição no Festival de Arouca, uma Menção Honrosa no Festival Djarfogo, em Cabo Verde e exibições em Avanca, nos Açores e no Fantasporto, onde integrou uma sessão de homenagem a um diretor de fotografia amigo do realizador. O próximo momento para esta obra, passa pelas votações para o prémio Sophia, da Academia de Cinema Português, estado elegível na categoria de Melhor Documentário - Curta Metragem.

“Som da Alma” afirma-se como um retrato cru e artístico da condição humana, marcado pela pandemia como aviso histórico e pela consciência de que, de um dia para o outro, tudo pode mudar sem que tenhamos qualquer controlo.

Numa frase curta

"Som da Alma" quer afirmar-se como uma meditação poética sobre a condição humana, “Som da Alma” desdobra-se através de mais de uma centena de rostos, num mosaico de expressões, vozes e silêncios.

Sinopse

“Som da Alma” é uma curta-metragem documental/experimental que mergulha nas profundezas da essência humana. Através de mais de uma centena de rostos, representando diferentes idades, classes sociais e etnias, o filme revela a alma de cada pessoa. Explorando o poder do olhar, do cenário e da paisagem sonora, somos convidados a confrontar perguntas profundas, como: quem somos? o que sentimos? quanto sofremos? qual é o nosso papel no mundo?

Diz o autor

“Som da Alma” é um projeto cinematográfico que procura explorar a complexidade da existência humana e provocar uma reflexão sobre a nossa passagem pelo mundo. O filme convida o espectador a mergulhar no íntimo de cada pessoa retratada, compreendendo as suas emoções, vivências e ligações universais." 

"Através do olhar, do cenário e da paisagem sonora, (Som da Alma) pretende captar a essência da humanidade em toda a sua diversidade e transmitir uma mensagem forte sobre a importância de valorizarmos cada momento das nossas vidas."

"Inspirado no poema ‘Colhe o dia, porque és ele’, do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, o filme aborda a pandemia como um marco histórico, homenageando quem enfrentou perdas e dificuldades. Esta obra não pretende diretamente representar etnias, religiões ou classes sociais, mas sim partilhar histórias autênticas dos anseios, arrependimentos e alegrias que todos vivemos enquanto seres humanos."

"A intenção é criar uma experiência cinematográfica imersiva, onde o público se envolva emocionalmente através da combinação de imagens intensas, som meticulosamente construído e uma banda sonora original que aprofunde a ligação com as narrativas apresentadas."

“Som da Alma” procura deixar um registo, para as gerações futuras, da essência da humanidade no século XXI e da importância de vivermos plenamente o presente. Espero sinceramente que seja uma obra capaz de deixar uma marca no coração e na mente de quem a vê, e que a sua mensagem de "carpe diem," (do Latim: aproveita o dia n.d.r.) empatia e celebração da diversidade humana ressoe junto do público."

Luís Moya 

É um cineasta e documentarista português, conhecido pela sua abordagem profundamente humana e autêntica na arte de contar histórias. Os seus filmes “Por Detrás da Moeda” e “Mia Mia Sudan Tamam Tamam” foram várias vezes premiados pela sensibilidade cinematográfica que apresentam. 

Com formação académica em Cinema, tanto em Portugal como na Bélgica, Luís alia a experiência técnica como operador de câmara sénior freelance à visão artística, explorando temas como a identidade, a resiliência e a experiência humana. O seu trabalho tem sido apresentado em festivais internacionais e salas de cinema, conquistando o reconhecimento do público e da crítica.

A narração esta a cargo de Renato Cardoso, numa voz profunda e envolvente; a banda sonora original é do compositor Lemos e as misturas finais e apoio no “sound design” foram da responsabilidade de Miguel Santos.

Luís Moya, realizador

Fotograma do filme

Documentário sobre Douro Stream, a primeira descida do rio Douro em bicicleta, conquista reconhecimento internacional.

O documentário “Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio”, realizado por Pedro Gil de Vasconcelos, acaba de alcançar projeção internacional ao ser laureado por três vezes e estar nomeado para mais dois prémios internacionais. O filme estreou no Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto.  

A obra nasce da iniciativa "Douro Stream by LightMobie", que concretizou a primeira descida do rio Douro em bicicleta, utilizando bicicletas Órbita convencionais, montadas sobre estruturas flutuantes e capazes de terem propulsão e manobrarem sobre a água. Esta travessia inédita decorreu entre 9 e 19 de julho de 2024, ligando Barca d’Alva, Figueira de Castelo Rodrigo, a Vila Nova de Gaia ao longo de cerca de 210 km de Douro navegável.

Um documentário feito com smartphone e "action cam"

O filme foi integralmente produzido com um smartphone e uma "action cam", assumindo uma estética de proximidade, espontaneidade e mobilidade total. Esta opção técnica reforça o caráter imersivo da obra, permitindo acompanhar a travessia em tempo real, captar testemunhos espontâneos e registar a relação íntima entre o rio, as suas margens e as comunidades ribeirinhas.

A leveza dos dispositivos utilizados tornou possível filmar em condições variáveis — sobre a água, em movimento, em zonas de difícil acesso — conferindo ao documentário uma linguagem visual orgânica e profundamente ligada ao território.

Apoios e parceiros

O projeto contou com o apoio do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, que acolheu a partida oficial em Barca d’Alva e reconheceu o valor cultural, turístico e ambiental da iniciativa.

Teve ainda o apoio da Órbita/LightMobie, empresa portuguesa dedicada à inovação em mobilidade sustentável. A LightMobie desenvolve soluções de mobilidade suave, incluindo as bicicletas que foram adaptadas para navegar e que estiveram no centro desta travessia pioneira. A colaboração com a Órbita/LightMobie permitiu transformar uma ideia visionária numa experiência real, segura e tecnicamente viável.

Pedro Gil de Vasconcelos, autor de Douro Stream

Pedro Gil de Vasconcelos, realizador e autor português, que tem desenvolvido vários projetos documentais ligados ao território, património e mobilidade, incluindo obras distinguidas em festivais internacionais, como é o caso de “O Meu Caminho”, “O Nosso Caminho”, “The Magic is Lost” e “Defying Lighting”.

A obra mais recente

“Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio” é o mais recente trabalho de Pedro Gil de Vasconcelos. Estreou no Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto no passado dia três de março e venceu já o Burgas Film Fest, como “Melhor Mobile Film” e venceu os prémios de “Melhor Curta Documental” no Milan Gold Awards e “New York Movie Awards”. Está ainda nomeado no Pageant Film Festival e na Irlanda, no “Dublin Movie Awards”.

Diz o autor

“Descer o Douro de bicicleta sobre as suas águas do rio foi uma das experiências transformadoras da minha vida. Não o fizemos, eu e o Luís Filipe Carvalho, apenas como desafio físico, mas como forma de me entregar ao rio, de o sentir de perto, de o ouvir. Cada metro percorrido era como uma conversa silenciosa com a corrente, uma troca entre nós e o Douro. Foi dessa vivência intensa que nasceu Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio.”

“Quis que o filme refletisse a força do rio, a serenidade, memória. As histórias que recolhi ao longo das margens ganharam outro significado depois dessa travessia. Senti que não estava apenas a documentar vidas, mas a integrar-me nelas, a fazer parte da mesma corrente.”

“Ver o documentário ser reconhecido em vários festivais, especialmente no Fantasporto, no “meu” Fantasporto, foi profundamente gratificante. É uma confirmação de que esta ligação ao Douro, quer física, quer emocional e espiritual, chegou ao público. Cada seleção oficial e cada prémio são, para mim, uma homenagem ao rio e às pessoas que o tornam vivo.”

“O Douro ensinou-me que todas as histórias têm o seu ritmo, tal como a água. Este filme é a minha forma de agradecer aquilo que o Douro me deu.”

Obra

Pedro Gil de Vasconcelos é autor também de obras literárias.

“O Escritor de Epitáfios" é um romance lançado no Fantasporto 2025 e “O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia” uma obra de referência sobre o Caminho da Geira e dos Arrieiros, ambos combinando informação histórica, cultural e logística, com edição da Editorial Novembro. A primeira obra é “Caminhos que Faço Meus”, uma narrativa de viagem, com edição da Ego Editora, em 2023.

Perfil profissional

Com um percurso que cruza televisão, literatura e cinema, Pedro Gil de Vasconcelos tem desenvolvido trabalho consistente em projetos ligados ao território, à mobilidade, à cultura e às comunidades. A sua abordagem combina investigação, escrita, realização e produção, privilegiando metodologias de proximidade e tecnologias de filmagem ligeiras.

O reconhecimento internacional de obras como “O Meu Caminho da Geira e Arrieiros” e “Douro Stream” reforça a relevância do seu trabalho e a sua versatilidade enquanto criador.


O Autor com "O Escritor de Epitáfios"