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FET

Caminhos e Epitáfios

Apresentação dos livros O Escritor de Epitáfios e O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia, Sábado, 18 de abril, na Fundação Livraria Lello, em Leça do Balio.

A Fundação Livraria Lello acolhe, no próximo sábado, 18 de abril, o evento Caminhos e Epitáfios, uma sessão literária dedicada à apresentação das obras "O Escritor de Epitáfios" e "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", que vai estar a cargo do Chef Hélio Loureiro.

Num espaço de referência para a cultura e o livro, a sessão de apresentação convida leitores, críticos e amantes da literatura a partilharem um momento singular em torno de duas obras que exploram a experiência de fazer os Caminhos de Santiago, unindo património cultural e gastronomia, num encontro que celebra a criatividade e a identidade dos caminhos portugueses a Santiago de Compostela.

Sobre o autor

Pedro Gil de Vasconcelos é realizador, argumentista e escritor, com um percurso marcado pela ligação ao audiovisual, à cultura e aos Caminhos de Santiago. Formado em Cinema e Audiovisuais, construiu carreira na televisão e no documentário, destacando‑se pela criação de conteúdos que exploram identidade, território e património imaterial.

Como realizador, assinou projetos premiados internacionalmente, entre os quais os documentários "O Meu Caminho" e "O Nosso Caminho", dedicados à experiência jacobeia e distinguidos com cerca de quarenta galardões. A sua obra audiovisual caracteriza‑se por uma abordagem sensível, humana e profundamente ligada às histórias das pessoas e dos lugares.

Enquanto escritor, tem desenvolvido uma produção literária que combina humor, memória e observação do quotidiano. Em "O Escritor de Epitáfios", explora a ironia e a reflexão sobre a metáfora do caminho da vida e sobre a experiência da caminhada desde Braga e Santiago de Compostela, por uma rota ancestral; em "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", transforma a experiência do caminhar num convite à descoberta cultural e histórica.

Durante o evento, Pedro Gil de Vasconcelos estará disponível para conversar com os leitores, responder a perguntas e assinar exemplares.

Sobre as obras apresentadas

"O Escritor de Epitáfios" é um romance em que, com humor subtil, sensibilidade e um olhar profundamente humano, Pedro Gil de Vasconcelos constrói uma narrativa onde o ato de caminhar se cruza com o ato de recordar. O romance celebra o Caminho de Santiago como espaço de transformação, encontro e revelação, um lugar onde cada vida merece ser contada e cada história pode tornar-se um epitáfio poético destinado a perdurar.

"O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia", um guia que percorre o histórico Caminho da Geira e Arrieiros, revelando paisagens, tradições, personagens e curiosidades. Mais do que um roteiro, é um convite a descobrir o território através de passos, encontros e narrativas que atravessam séculos.

O apresentador: Chef Hélio Loureiro

A sessão contará com a apresentação do Chef Hélio Loureiro, figura incontornável da gastronomia portuguesa, autor de vários livros e profundo conhecedor da cultura e das tradições nacionais. A sua presença acrescenta ao evento uma dimensão sensorial e cultural que ultrapassa a literatura, reforçando a ligação entre território, memória e identidade.

"O Escritor de Epitáfios" e "O Meu Caminho da Geira e Arrieiros - o Guia" são uma edição da Editorial Novembro.

Confirmação de presença

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. As presenças devem ser confirmadas através do link: https://tickets/fundacaolivrarialello.pt/pt/1633-programacao-cultural/12828-caminhos-e-epitafios

Pedro Gil de Vasconcelos com um exemplar de "O Escritor de Epitáfios"

Evento: Caminhos e Epitáfios

Local: Fundação Livraria Lello - Mosteiro de Leça do Balio – Rua do Mosteiro s/n – 4465-703 Leça do Balio

Data: 18 de Abril de 2026

Horas: 16h30

“Som da Alma”, um filme concebido para ser vivido em grande ecrã.

Um Documentário de Luís Moya, que nasce da dor, da pandemia e da urgência de criar, uma obra elegível em votação para os prémios Sophia, da Academia de Cinema Português, 2026.

O novo documentário “Som da Alma”, estreado em julho de 2025 e já distinguido em vários festivais nacionais e internacionais, resulta de um período de profunda turbulência pessoal e coletiva, vivido pelo autor, durante a pandemia.

Entre perdas, isolamento, doença e um grave acidente de viação, o realizador encontrou no cinema a forma de transformar desconforto, isolamento e dor em criação.

“Foi um período em que tudo parecia desabar ao mesmo tempo. A pandemia tirou-nos pessoas, tirou-nos certezas e eu sentia que precisava de transformar essa dor em algo maior”, recorda Luís Moya.

Durante o estado de emergência, quando apenas trabalhadores essenciais circulavam na rua, o autor sofreu um violento acidente de viação. Apesar dessa experiência traumática, conseguiu daí retirar algo de positivo e recorda que “no momento do impacto, vi flashes de rostos a passarem pela minha cabeça. Foi como se Deus me dissesse: ‘agora é o momento’. Percebi que não podia adiar mais o próximo filme.”

Foi durante o período de recuperação que começou a desenhar aquilo que viria a ser “Som da Alma”.

Uma premissa arriscada

Filmar apenas rostos. Rostos que carregam histórias, emoções, silêncios e feridas. Mais de cem pessoas foram gravadas, muitas delas desconhecidas abordadas na rua e que abriram as portas das suas casas. “Queria um mosaico humano, culturalmente diverso, que mostrasse aquilo que somos quando tiramos as máscaras sociais. O silêncio é uma arma poderosa no cinema documental e aqui ele fala tanto quanto as palavras”, explica o autor.

A montagem, feita pelo próprio realizador, foi um processo emocionalmente exigente. Muitos rostos ficaram de fora, como parte natural da construção narrativa. O filme tem 21 minutos, número escolhido como marco simbólico do século em que a pandemia transformou o mundo.

Entre os elementos mais íntimos do documentário, destaca-se a homenagem a Emília, mãe da esposa do realizador, representada simbolicamente pelos “12 girassóis de Van Gogh”.

Mas, nas palavras do realizador “o 'Som da Alma' é também um desabafo. Uma tela que pintei a partir do meu interior. É sobre a pandemia, sim, mas sobretudo sobre a fragilidade da vida, sobre o que enfrentamos enquanto seres humanos, a dor que nos atinge e a dor que causamos uns aos outros.”

O filme tem percorrido vários festivais, arrecadando distinções como Melhor Documentário e Melhor Edição no Festival de Arouca, uma Menção Honrosa no Festival Djarfogo, em Cabo Verde e exibições em Avanca, nos Açores e no Fantasporto, onde integrou uma sessão de homenagem a um diretor de fotografia amigo do realizador. O próximo momento para esta obra, passa pelas votações para o prémio Sophia, da Academia de Cinema Português, estado elegível na categoria de Melhor Documentário - Curta Metragem.

“Som da Alma” afirma-se como um retrato cru e artístico da condição humana, marcado pela pandemia como aviso histórico e pela consciência de que, de um dia para o outro, tudo pode mudar sem que tenhamos qualquer controlo.

Numa frase curta

"Som da Alma" quer afirmar-se como uma meditação poética sobre a condição humana, “Som da Alma” desdobra-se através de mais de uma centena de rostos, num mosaico de expressões, vozes e silêncios.

Sinopse

“Som da Alma” é uma curta-metragem documental/experimental que mergulha nas profundezas da essência humana. Através de mais de uma centena de rostos, representando diferentes idades, classes sociais e etnias, o filme revela a alma de cada pessoa. Explorando o poder do olhar, do cenário e da paisagem sonora, somos convidados a confrontar perguntas profundas, como: quem somos? o que sentimos? quanto sofremos? qual é o nosso papel no mundo?

Diz o autor

“Som da Alma” é um projeto cinematográfico que procura explorar a complexidade da existência humana e provocar uma reflexão sobre a nossa passagem pelo mundo. O filme convida o espectador a mergulhar no íntimo de cada pessoa retratada, compreendendo as suas emoções, vivências e ligações universais." 

"Através do olhar, do cenário e da paisagem sonora, (Som da Alma) pretende captar a essência da humanidade em toda a sua diversidade e transmitir uma mensagem forte sobre a importância de valorizarmos cada momento das nossas vidas."

"Inspirado no poema ‘Colhe o dia, porque és ele’, do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, o filme aborda a pandemia como um marco histórico, homenageando quem enfrentou perdas e dificuldades. Esta obra não pretende diretamente representar etnias, religiões ou classes sociais, mas sim partilhar histórias autênticas dos anseios, arrependimentos e alegrias que todos vivemos enquanto seres humanos."

"A intenção é criar uma experiência cinematográfica imersiva, onde o público se envolva emocionalmente através da combinação de imagens intensas, som meticulosamente construído e uma banda sonora original que aprofunde a ligação com as narrativas apresentadas."

“Som da Alma” procura deixar um registo, para as gerações futuras, da essência da humanidade no século XXI e da importância de vivermos plenamente o presente. Espero sinceramente que seja uma obra capaz de deixar uma marca no coração e na mente de quem a vê, e que a sua mensagem de "carpe diem," (do Latim: aproveita o dia n.d.r.) empatia e celebração da diversidade humana ressoe junto do público."

Luís Moya 

É um cineasta e documentarista português, conhecido pela sua abordagem profundamente humana e autêntica na arte de contar histórias. Os seus filmes “Por Detrás da Moeda” e “Mia Mia Sudan Tamam Tamam” foram várias vezes premiados pela sensibilidade cinematográfica que apresentam. 

Com formação académica em Cinema, tanto em Portugal como na Bélgica, Luís alia a experiência técnica como operador de câmara sénior freelance à visão artística, explorando temas como a identidade, a resiliência e a experiência humana. O seu trabalho tem sido apresentado em festivais internacionais e salas de cinema, conquistando o reconhecimento do público e da crítica.

A narração esta a cargo de Renato Cardoso, numa voz profunda e envolvente; a banda sonora original é do compositor Lemos e as misturas finais e apoio no “sound design” foram da responsabilidade de Miguel Santos.

Luís Moya, realizador

Fotograma do filme

Documentário sobre Douro Stream, a primeira descida do rio Douro em bicicleta, conquista reconhecimento internacional.

O documentário “Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio”, realizado por Pedro Gil de Vasconcelos, acaba de alcançar projeção internacional ao ser laureado por três vezes e estar nomeado para mais dois prémios internacionais. O filme estreou no Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto.  

A obra nasce da iniciativa "Douro Stream by LightMobie", que concretizou a primeira descida do rio Douro em bicicleta, utilizando bicicletas Órbita convencionais, montadas sobre estruturas flutuantes e capazes de terem propulsão e manobrarem sobre a água. Esta travessia inédita decorreu entre 9 e 19 de julho de 2024, ligando Barca d’Alva, Figueira de Castelo Rodrigo, a Vila Nova de Gaia ao longo de cerca de 210 km de Douro navegável.

Um documentário feito com smartphone e "action cam"

O filme foi integralmente produzido com um smartphone e uma "action cam", assumindo uma estética de proximidade, espontaneidade e mobilidade total. Esta opção técnica reforça o caráter imersivo da obra, permitindo acompanhar a travessia em tempo real, captar testemunhos espontâneos e registar a relação íntima entre o rio, as suas margens e as comunidades ribeirinhas.

A leveza dos dispositivos utilizados tornou possível filmar em condições variáveis — sobre a água, em movimento, em zonas de difícil acesso — conferindo ao documentário uma linguagem visual orgânica e profundamente ligada ao território.

Apoios e parceiros

O projeto contou com o apoio do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, que acolheu a partida oficial em Barca d’Alva e reconheceu o valor cultural, turístico e ambiental da iniciativa.

Teve ainda o apoio da Órbita/LightMobie, empresa portuguesa dedicada à inovação em mobilidade sustentável. A LightMobie desenvolve soluções de mobilidade suave, incluindo as bicicletas que foram adaptadas para navegar e que estiveram no centro desta travessia pioneira. A colaboração com a Órbita/LightMobie permitiu transformar uma ideia visionária numa experiência real, segura e tecnicamente viável.

Pedro Gil de Vasconcelos, autor de Douro Stream

Pedro Gil de Vasconcelos, realizador e autor português, que tem desenvolvido vários projetos documentais ligados ao território, património e mobilidade, incluindo obras distinguidas em festivais internacionais, como é o caso de “O Meu Caminho”, “O Nosso Caminho”, “The Magic is Lost” e “Defying Lighting”.

A obra mais recente

“Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio” é o mais recente trabalho de Pedro Gil de Vasconcelos. Estreou no Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto no passado dia três de março e venceu já o Burgas Film Fest, como “Melhor Mobile Film” e venceu os prémios de “Melhor Curta Documental” no Milan Gold Awards e “New York Movie Awards”. Está ainda nomeado no Pageant Film Festival e na Irlanda, no “Dublin Movie Awards”.

Diz o autor

“Descer o Douro de bicicleta sobre as suas águas do rio foi uma das experiências transformadoras da minha vida. Não o fizemos, eu e o Luís Filipe Carvalho, apenas como desafio físico, mas como forma de me entregar ao rio, de o sentir de perto, de o ouvir. Cada metro percorrido era como uma conversa silenciosa com a corrente, uma troca entre nós e o Douro. Foi dessa vivência intensa que nasceu Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio.”

“Quis que o filme refletisse a força do rio, a serenidade, memória. As histórias que recolhi ao longo das margens ganharam outro significado depois dessa travessia. Senti que não estava apenas a documentar vidas, mas a integrar-me nelas, a fazer parte da mesma corrente.”

“Ver o documentário ser reconhecido em vários festivais, especialmente no Fantasporto, no “meu” Fantasporto, foi profundamente gratificante. É uma confirmação de que esta ligação ao Douro, quer física, quer emocional e espiritual, chegou ao público. Cada seleção oficial e cada prémio são, para mim, uma homenagem ao rio e às pessoas que o tornam vivo.”

“O Douro ensinou-me que todas as histórias têm o seu ritmo, tal como a água. Este filme é a minha forma de agradecer aquilo que o Douro me deu.”

Obra

Pedro Gil de Vasconcelos é autor também de obras literárias.

“O Escritor de Epitáfios" é um romance lançado no Fantasporto 2025 e “O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia” uma obra de referência sobre o Caminho da Geira e dos Arrieiros, ambos combinando informação histórica, cultural e logística, com edição da Editorial Novembro. A primeira obra é “Caminhos que Faço Meus”, uma narrativa de viagem, com edição da Ego Editora, em 2023.

Perfil profissional

Com um percurso que cruza televisão, literatura e cinema, Pedro Gil de Vasconcelos tem desenvolvido trabalho consistente em projetos ligados ao território, à mobilidade, à cultura e às comunidades. A sua abordagem combina investigação, escrita, realização e produção, privilegiando metodologias de proximidade e tecnologias de filmagem ligeiras.

O reconhecimento internacional de obras como “O Meu Caminho da Geira e Arrieiros” e “Douro Stream” reforça a relevância do seu trabalho e a sua versatilidade enquanto criador.


O Autor com "O Escritor de Epitáfios"

 

Documentário sobre Douro Stream conquista reconhecimento internacional.

O documentário “Douro Stream – Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio”, realizado por Pedro Gil de Vasconcelos, acaba de alcançar projeção internacional ao ser selecionado para o FantasPorto – Festival Internacional de Cinema do Porto e nomeado para Melhor Filme Produzido com Dispositivo Móvel no Burgas International Film Festival, na Bulgária.

A obra nasce da iniciativa Douro Stream by LightMobie, que concretizou a primeira descida do rio Douro em bicicleta, utilizando bicicletas anfíbias, ou seja: bicicletas convencionais, da marca Órbita, montadas sobre estruturas flutuantes, propulsionadas pela roda traseira e dirigidas pela roda dianteira. Esta travessia inédita decorreu entre 9 e 19 de julho de 2024, ligando Barca d’Alva, Figueira de Castelo Rodrigo, a Vila Nova de Gaia ao longo dos cerca de 210 km do rio Douro navegável.

Um documentário feito com smartphone e action cam

O filme foi integralmente produzido com um smartphone e uma action cam, assumindo uma estética de proximidade, espontaneidade e mobilidade total. Esta opção técnica reforça o caráter imersivo da obra, permitindo acompanhar a travessia em tempo real, captar testemunhos espontâneos e registar a relação íntima entre o rio, as suas margens e as comunidades ribeirinhas.

A leveza dos dispositivos utilizados tornou possível filmar em condições variáveis, sobre a água, em movimento e em zonas de difícil acesso, conferindo ao documentário uma linguagem visual orgânica e profundamente ligada ao território.

Apoios e parceiros

O projeto contou com o apoio do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, que acolheu a partida oficial em Barca d’Alva e reconheceu o valor cultural, turístico e ambiental da iniciativa.

Teve ainda o apoio da Órbita / LightMobie, empresa portuguesa dedicada à inovação em mobilidade sustentável. A LightMobie desenvolve soluções de mobilidade suave, incluindo bicicletas adaptadas para navegar, que estiveram no centro desta travessia pioneira. A colaboração com a Órbita/LightMobie permitiu transformar uma ideia visionária numa experiência real, segura e tecnicamente viável.

Pedro Gil de Vasconcelos, autor de Douro Stream

Com um percurso que cruza televisão, literatura e cinema documental, Pedro Gil de Vasconcelos tem desenvolvido trabalho consistente em projetos ligados ao território, à mobilidade, à cultura e às comunidades. A sua abordagem combina investigação, escrita, realização e edição, privilegiando metodologias de proximidade e tecnologias de filmagem leve.

Pedro Gil de Vasconcelos, realizador, produtor e autor português, tem desenvolvido vários projetos documentais ligados ao território, património e mobilidade, incluindo obras distinguidas em festivais internacionais, como:

"O Meu Caminho", um documentário centrado no Caminho da Geira e dos Arrieiros, acompanhando a travessia do autor ao longo de um dos percursos jacobeus mais exigentes e menos conhecidos. O filme combina registo de terreno e observação direta das etapas, destacando a relação entre património, esforço físico e descoberta pessoal. A obra deu origem ao livro “O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia”, hoje referência para peregrinos e caminhantes. O documentário foi distinguido em 18 festivais internacionais.

"O Nosso Caminho" acompanha diferentes peregrinos no Caminho Português Central de Santiago, registando motivações, desafios e vivências ao longo do percurso. Filmado com dispositivos móveis, o documentário aposta numa abordagem de proximidade e espontaneidade, valorizando a diversidade de histórias que convergem no Caminho. O filme foi premiado internacionalmente em 20 festivais.

"The Magic is Lost" é uma micrometragem que aborda a perda de referências simbólicas e emocionais associadas a lugares, objetos e rotinas que marcaram diferentes gerações. A obra utiliza uma narrativa observacional e intimista, refletindo sobre transformação social e memória coletiva. O filme tem circulado em mostras temáticas e festivais dedicados ao cinema documental e experimental, tendo reunido 12 galardões internacionais.

"Defying Lighting" é um exercício visual que explora a relação entre movimento, luz e perceção, recorrendo a uma abordagem experimental que privilegia ritmo, contraste e composição. A obra destaca-se pela estética minimalista, assumindo-se como uma peça de exploração sensorial integrada no percurso documental do autor e que visa promover a marca Lightenjin.

Televisão

Pedro Gil de Vasconcelos trabalhou em vários programas televisivos emitidos em canais nacionais e regionais, assumindo funções de guião, reportagem, coordenação editorial, realização e edição.

Entre os programas em que participou destacam‑se:

"Nrodas" e "Velocidades", ambos dedicados ao desporto motorizado.

"4 Tempos", espaço dedicado ao mundo do motor, mecânica e cultura automóvel.

"Romaria do Meu Coração", que se debruça sobre as tradições populares e festas religiosas portuguesas.

Livros publicados

Pedro Gil de Vasconcelos é autor de várias obras literárias, entre as quais:

O Escritor de Epitáfios — ficção (Editorial Novembro 2025).

Caminhos que Faço Meus — narrativa de viagem (Ego Editora, 2023).

O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia — obra de referência sobre o Caminho da Geira e dos Arrieiros, combinando informação histórica, cultural e logística.

O reconhecimento internacional de obras como “Douro Stream - Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de Um Rio” reforça a relevância do seu trabalho e a sua versatilidade enquanto criador. 

 

Douro Stream, partida em Barca d´Alva, Figueira de Castelo Rodrigo 

Douro Stream, chegada ao Cais de Gaia 

Evento: Estreia de Douro Stream - Histórias Contadas ao Sabor da Corrente de um Rio

Local: Fantasporto - Festival Internacional de Cinema do Porto, no Batalha Centro de Cinema, Praça da Batalha, Porto

Data e hora: 3 de março de 2026 - 17,00 horas 

Menção Honrosa para “O Meu Caminho” em Roterdão

O júri do Tulip International Film Festival, de Roterdão, Países Baixos, atribuiu ao documentário “O Meu Caminho” uma menção honrosa, distinguindo a obra — filmada integralmente com um smartphone no Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros — na categoria de “melhor filme produzido com smartphone”.

A distinção surge na altura em que a Junta da Galiza reconheceu oficialmente o Caminho Cultural de Santiago da Geira e dos Arrieiros, reforçando a relevância desta rota ancestral e o impacto do documentário de Pedro Gil de Vasconcelos.

“Foi, de facto, uma feliz coincidência que, na mesma semana em que o Governo Regional da Galiza reconheceu o Caminho da Geira e Arrieiros, ‘O Meu Caminho’ tenha recebido mais uma seleção oficial, a quadragésima, que este fim-de-semana se transformou em menção honrosa, de acordo com a informação que a organização do festival me enviou”, afirmou o realizador.

“O Meu Caminho” é uma obra pioneira na divulgação desta rota jacobeia, tendo já participado em quatro dezenas de festivais, em cinco continentes. No seu percurso internacional, soma agora 19 vitórias, sete menções honrosas e foi ainda finalista ou semifinalista em quatro ocasiões.

Pedro Gil de Vasconcelos assume-se como um apaixonado pelos Caminhos de Santiago, em particular pelo Caminho da Geira e dos Arrieiros.

“Sim, este é um caminho verdadeiramente apaixonante e, desta paixão, nasceu o documentário ‘O Meu Caminho’ e os livros ‘O Escritor de Epitáfios’ e ‘O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia’. Nestas obras, a que chamo a ‘Trilogia da Geira e Arrieiros’, quero mostrar este caminho e, sobretudo, apelar à sua utilização responsável, tanto por quem o percorre como pelos agentes económicos e instituições, como associações e autarquias, que estão presentes ao longo desta rota histórica. Este é um caminho encantador, mas que merece ser respeitado e cuidado, pois atravessa o Parque Nacional da Peneda‑Gerês, o Parque Natural Baixa Limia‑Serra do Xurés e um vastíssimo património natural, histórico e cultural”, conclui o autor.

Sobre “O Meu Caminho”

“O Meu Caminho” é uma curta‑metragem documental que regista, de forma intimista e espontânea, uma peregrinação de 240 quilómetros entre Braga e Santiago de Compostela, pelo Caminho da Geira e dos Arrieiros. Filmado inteiramente com um smartphone, acompanha o percurso físico e emocional do realizador e do seu companheiro de viagem, revelando a beleza das paisagens, os desafios do trajeto e a experiência pessoal de quem vive o Caminho de Santiago. A obra tem sido amplamente reconhecida internacionalmente, como demonstra a recente sétima menção honrosa.

Os livros

“O Meu Caminho da Geira e Arrieiros – O Guia” é um guia prático, ilustrado e cultural sobre a rota jacobeia que liga Braga a Santiago de Compostela. Reúne informação histórica, patrimonial e natural, cruzada com a experiência pessoal do autor, atravessando o Parque Nacional da Peneda‑Gerês e o Parque Natural da Baixa Limia – Serra do Xurés.

“O Escritor de Epitáfios” (2.ª edição) é o romance nascido de uma peregrinação pelo Caminho da Geira e Arrieiros. Acompanha um protagonista que se define como “escritor de epitáfios”, refletindo sobre a vida, a memória e o tempo, entre o Porto e Santiago de Compostela. Esta nova edição revê e aprofunda a obra que marcou a estreia literária de Pedro Gil de Vasconcelos. 

Num breve excerto do prefácio de "O Escritor de Epitáfios" Alberto S. Santos, escreve:

“Por entre veredas solitárias, pelo musgo e pelas exuberantes paisagens formadas pelo ciclo da Natureza, o leitor entra em lugarejos, aldeias e cidades, descobre a geografia humana deste caminho imemorial e sonda a alma dos peregrinos, tanto nas conversas simples do quotidiano dos seres que, durante alguns dias, entram em quase-solidão, como nas mais reveladoras das insondáveis teias das suas almas.”

Ambos os livros são edições da Editorial Novembro. Quem adquirir qualquer um deles recebe como oferta especial o acesso ao documentário “O Meu Caminho”.

Sobre o autor

Pedro Gil de Vasconcelos nasceu no Porto e é licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP – Escola Superior Artística do Porto. Foi jornalista, escritor e realizador. Iniciou-se na rádio em 1983 e colaborou com publicações como AutoSport e Motor. Trabalhou no jornal O Primeiro de Janeiro, na Rádio Nova e na RTP, onde integrou programas como Rotações e Sem Limites. Fez parte das equipas fundadoras da Rádio Nova e da NTV.

É fundador da produtora Completa Mente – Comunicação e Eventos e autor de documentários premiados sobre o Caminho de Santiago, como “O Meu Caminho”, que inspirou a sua trilogia literária. A sua obra cruza jornalismo, audiovisual e literatura com a experiência transformadora da peregrinação a Santiago de Compostela.

Pedro Gil de Vasconcelos, autor.

Marcos miliários no Caminho da Geira e Arrieiros.

Capa de "O Escritor de Epitáfios"