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VOU COMPRAR UMA BICICLETA. O QUE DEVO FAZER?

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Quando compramos uma bicicleta há uma serie de questões que devemos ter em conta. Conheça-as nas próximas linhas.

A primeira questão que nos devemos colocar quando vamos comprar uma bicicleta é “qual a utilização que lhe vou dar”. Hoje, há inúmeros modelos de bicicletas e cada um tem um tipo de utilização mais adequada, por isso definir bem o que queremos é fundamental, para não ficarmos insatisfeitos em pouco tempo.

O passo seguinte é definir o tamanho da bicicleta. Tal como as roupas, também as bicicletas se devem adequar ao tamanho de cada um e se é certo que uma roupa demasiado justa ou larga, pode ser pouco confortável, no caso de uma bicicleta, o facto de ser demasiado grande ou demasiado pequena, vai influir no desempenho e na segurança.

Aliás, a segurança é o outro tema fundamental e no momento da compra, temos que estar atentos á certificação que a bicicleta possui. Uma bicicleta não certificada pode colocar em risco o utilizador e esse risco pode crescer de forma exponencial, de acordo com a utilização.

Na opção final, lembre-se sempre que ao preferir a bicicleta como meio de transporte, está a cuidar da sua saúde e a reduzir substancialmente a pegada ecológica da sua deslocação.

Com estas ideias em mente, conheça os 12 mandamentos para quem vai comprar uma bicicleta.

  • Segurança acima de tudo e verifique SEMPRE que a bicicleta respeita as normas de certificação. Tem que ter uma etiqueta legível com indicação da origem, do nome do fabricante e da norma aplicável.
  • Defina o tipo de utilização. É fundamental definir se pretende uma utilização como meio de transporte diário, se é uma ferramenta de trabalho, se se destina à prática desportiva, ou de lazer.
  • Adquira sempre uma bicicleta proporcional ao seu tamanho, garantindo assim que tem a melhor posição e o máximo conforto.
  • Outros aspetos a ter em conta são a distância entre eixos e a distância de apoio entre o selim e o guiador.
  • Escolha o tamanho da roda segundo a sua experiência e tenha em conta que, por exemplo em BTT, quanto maior a roda, maior é a técnica necessária.
  • Deve definir o tipo de material em que o quadro é feito. Aço, alumínio, ou carbono, pode influenciar positiva ou negativamente o objetivo do usuário e influi definitivamente no preço.
  • Quando compra, dê preferência a uma bicicleta já montada e verifique sempre se a forqueta está corretamente instalada.
  • Nunca se esqueça que:
  • O selim tem de ser confortável.
  • A travagem tem que ser eficiente.
  • Número de mudanças deve ser adequado à utilização pretendida.
  • Sistema de suspensão pode, ou não ser necessário, segundo a finalidade.
  • Os pneus têm que ser adequados ao uso e a pressão tem que ser a correta.
  • Verificar se a bicicleta tem número de serie para que seja possível, por exemplo, fazer um seguro e identificar a bicicleta em caso de roubo ou furto.
  • A bicicleta elétrica é um veículo muito interessante para a utilização diária, em áreas de relevo acidentado e para quem pretende manter um nível de exercício adequado, sem praticar esforços violentos.
  • Antes de comprar, deve experimentar vários modelos e recolher diferentes opiniões.
  • Opte sempre por lojas especializadas, onde vai encontrar os melhores conselhos e a assistência devida.

Normalizações a ter em conta:

  • ISO 8098 – Bicicletas de criança (normalmente aplicável a bicicletas roda 12’’ ; 14’’ e 16’’)
  • ISO 4210-2 – Bicicletas para jovens adultos e adultos (normalmente acima da roda 20’’, inclusive)
  • EN 16054 – Bicicletas BMX
  • EN 15194 – Bicicletas com apoio elétrico, vulgarmente conhecidas por bicicletas elétricas, e-Bikes, ou EPAC.

 

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Carbon Team: investe 8,4M€ em Portugal e cria 120 postos de trabalho

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A primeira fábrica de quadros de bicicletas em fibra de carbono, fora da Asia, nasce em Portugal.

A indústria portuguesa da mobilidade suave continua a liderar e a aposta nas tecnologias mais recentes é uma realidade. A Carbon Team é um espelho disso mesmo e é fruto do “saber fazer” e do espírito empreendedor de um grupo de investidores em Portugal.

A Triangles, empresa do grupo Rodi, a Miranda e a Ciclo Fapril, juntaram esforços com a alemã Bike Ahead Composites e a Art Collection de Taiwan, com o objetivo principal de suprir as necessidades que o mercado Europeu sente, em termos de quadros de bicicletas em carbono.

O investimento inicial para o projeto Carbon Team foi de 8,4 milhões de euros. A construção da fábrica, um pavilhão de 9.000 metros quadrados, arrancou no quarto trimestre de 2019 e foi concluído no fim do ano passado. A empresa está sedeada em Campia, no concelho de Vouzela.

A fábrica gera 120 postos de trabalho diretos e graças a um alto nível de integração tecnológica e automação, prevê-se que até 2024 tenha capacidade de produzir 25 mil quadros de carbono por ano. Nos planos da marca existe já a possibilidade de, no medio prazo, aumentar a área de produção em mais sete mil metros quadrados.

A qualidade e segurança, estão também na primeira linha das preocupações da Carbon Team, que assegurou já as certificações de acordo com as normas ISO 14001 e ISO 9001.

“Quando, no seio da ABIMOTA, lançamos o programa Portugal Bike Value o objetivo principal era reposicionar o mercado nacional das duas rodas, projetá-lo no estrangeiro e captar novos investimentos para Portugal. Vermos nascer um projeto como este é, antes da mais, motivo de orgulho para a ABIMOTA e para todo o setor da mobilidade suave portuguesa, que vê o seu trabalho e a qualidade da nossa indústria e serem reconhecidos.” Afirma Gil Nadais, Secretário-Geral da ABIMOTA.

Ainda segundo o dirigente da associação que rege o setor em Portugal, “cumprimos os objetivos do Portugal Bike Value e contribuímos também para um ambiente mais saudável, pois ao acolhermos esta fábrica, estamos a criar cadeias de distribuição mais curtas e dessa forma a reduzirmos drasticamente a pegada ambiental do produto.”

O futuro é de otimismo. A Carbon Team vem preencher uma importante lacuna na cadeia de abastecimento na Europa, tornando-se, certamente, um ator chave para a indústria na área do fornecimento de peças de fibra de carbono para bicicletas.

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PLANO DE RECUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA

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A ABIMOTA, Associação Nacional das Empresas das Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins, analisou o Plano de Recuperação e Resiliência colocado à discussão pública e concluiu que uma percentagem muito elevada dos apoios estão direcionados para a máquina administrativa do Estado em detrimento das Empresas, o que não será fator de desenvolvimento.

Ainda assim sugere que sejam tidos em consideração os seguintes aspetos:

  • Apontar objetivos ambiciosos para o desenvolvimento do país e quantificados com metas e prazos responsáveis;
  • Tornar a administração pública mais eficaz, eficiente e que preste contas à sociedade da sua ação através, por exemplo, da obrigatoriedade do conhecimento dos prazos de resposta às questões colocadas. Esta é uma medida transversal que deverá abranger o Governo, os Organismos Públicos e as Autarquias;
  • Fazer benchmarketing com entidades Europeias ou outras, para aperfeiçoar práticas e melhorar performances, por exemplo, ao nível da tramitação legal nos portos;
  • Apoiar de forma mais vigorosa o investimento das empresas no âmbito da indústria 4.0; 
  • Lançamento urgente das aberturas de candidaturas a fundos comunitários, que devem passar a funcionar em continuo, com avaliações trimestrais e com possibilidade de apresentação de despesas efetuadas desde o início de 2021;
  • Promover mais intensamente a aprendizagem ao longo da vida, passando a apoiar a frequência de ações de formação, de maneira mais robusta e não pela frequência mas pelo resultado.
  • Reformular o ensino profissional de forma a que a aprendizagem seja próxima e em colaboração com as empresas;
  • Alterar os programas de formação e o ensino de forma a responder às necessidades presentes e futuras das empresas.

Particularmente no que se refere à mobilidade, a ABIMOTA subscreve a missiva enviada pela MUBI, Federação Portuguesa de Ciclismo e ECF (European Cyclist’s Federation), mas considera que Portugal deveria, até porque detém a Presidência da EU, dar o exemplo e lançar, desde já, o projeto de construção de uma Rede Nacional de “Speed Bikes”, que unisse as sedes de concelho do País.

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Bicicletas portuguesas: mais de 424 milhões de Euros de exportações em 2020

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Apesar da paragem motivada pelo confinamento de Março a Maio passado, o sector das duas rodas português manteve a tendência de crescimento, com uma subida de cinco por cento. O esforço de produção e a aposta em produtos de maior valor explicam o crescimento num ano adverso.

Apesar de 2020 ter tudo para ser um ano mau, as previsões apontavam números optimistas no fecho das contas referentes ao ano passado. É certo que o sector das duas rodas parou, como praticamente toda a indústria, mas é igualmente certo que os números registados até meio de Março e em todo o segundo semestre apontavam para um fecho animador.

Dois mil e vinte arrancou bem, com a procura dos mercados externos a fazerem a produção crescer com valores da ordem dos 110 por cento. Com a reabertura do mercado, as empresas portuguesas retomaram a produção, com valores de crescimento da ordem dos 90 por cento e a crescer no último trimestre, de novo com valores acima dos 110 por cento.

Estes explicam-se com a forte procura, mas também pela produção de veículos de maior valor, sejam bicicletas, sejam bicicletas eléctricas (e-bikes).

“O sector continua a crescer, apesar dos bons números de 2019, em que Portugal foi o maior produtor de bicicletas da Europa, e apesar da paragem de quase três meses, conseguimos fechar o ano com um saldo positivo de cinco por cento. Para estes números contribuiu o esforço das empresas, que estiveram a trabalhar em contra-ciclo e com crescimentos “brutais” no esforço de produção, mas também na aposta na produção de bicicletas de maior valor e com maior integração de tecnologia, como é o caso das bicicletas eléctricas.” Afirma Gil Nadais, Secretário-Geral da ABIMOTA.

“Estes números são o melhor balanço possível que podemos fazer relativamente ao projecto de internacionalização do sector, o Portugal Bike Value.” Remata o Secretário- Geral da associação que representa as duas rodas.

 

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Duas Rodas: Que valores? Que Mercados? Que produtos?

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ABIMOTA lança “20 ANOS DE EXPORTAÇÕES DE BICICLETAS”, uma publicação eletrónica em que são divulgados todos os dados referentes ao desenvolvimento do mercado das duas rodas, nas primeiras duas décadas do Século XXI.

Termina a segunda década do Século XXI e em 2020 terminou também um ano marcado pela COVID19 e pelo bom momento que o setor das duas rodas português atravessa.

Ao longo de 230 páginas a ABIMOTA dá a conhecer os números, as tendências, os mercados e as suas evoluções durante as duas décadas desde Século.

"20 ANOS DE EXPORTAÇÕES DE BICICLETAS” pode ser descarregada gratuitamente a partir do link: https://abimota.cpl3.com/livro-20-anos-de-exportacoes-bicicletas.pdf

 

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