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Joaquim Teixeira é desde o passado dia 2 de Fevereiro o Presidente da Associação Portuguesa de Pilotos de Automóvel de Montanha.

Desde sempre um entusiasta do desporto motorizado, recorda com saudade as primeiras corridas a que assistiu, em Vila Real. Desde aí os automóveis foram uma paixão que cresceu e não mais o abandonou.

Actualmente aposta na Montanha, onde encontra uma competição muito interessante, que proporciona boas corridas e, sobretudo, tem um óptimo ambiente, que o cativa ainda mais.

Em 2013 a associação reforça a aposta na promoção e pretende que a visibilidade do Campeonato seja a maior de sempre.

 

- Joaquim Teixeira, a época passada foi um momento de viragem para a montanha, como nasceu a associação e porquê?

A APPAM nasceu da vontade de um grupo de pilotos que disputam o CPM, e que resolveu marcar uma reunião no inicio de 2012 na cidade do Porto. A  adesão foi grande e a partir desse momento iniciou-se todo o processo administrativo, com a elaboração dos estatutos, a sua publicação e registo da APPAM onde tenho de ressalvar a importante colaboração do Presidente da Assembleia Geral o Fernando Diniz, que praticamente foi o obreiro dos estatutos e tudo o que foi regulamentado. Nesse momento aconteceu a eleição dos primeiros órgãos sociais, sendo a direcção presidida pelo Nuno Guimarães, sendo eu e o Francisco Marrão os vice-presidentes; o João Guimarães e o Paulo Ramalho, respectivamente tesoureiro e secretário completavam os órgão sociais. 

A Associação nasceu porque os pilotos sentiram a necessidade de se unir e entenderam que estava na hora de criar uma instituição que lhes desse força e os pudesse representar com mais peso, junto das organizações das provas e da FPAK. A rapidez de todo o processo só foi possível devido à grande união e amizade existente entre todos os pilotos do Campeonato de Portugal de Montanha (CPM).

 

- O balanço de 2012 foi, portanto, claramente positivo. Houve um esforço na comunicação e houve maior exposição do campeonato. Quais os principais factores para que assim fosse?

Realmente uma das primeiras medidas encontradas para dinamizar e divulgar o CPM, e neste momento achamos que foi uma boa iniciativa com custos razoáveis, foi a criação do site “ www.campeonatomontanha.pt” dedicado a este campeonato, o que nos permitiu divulgar e dar a conhecer ao público quais carros e sobretudo os homens que os conduzem. Assim passamos a poder dispor de um meio que nos permite comunicar o objectivos de piloto, os patrocinadores, as equipas, os resultados, calendários e todos os assuntos relacionados com o CPM 2012.

Tais resultados só foram possíveis devido ao excelente trabalho do nosso parceiro na criação do site de 2012 a GIGARTE.

No entanto achamos que só essa medida não nos dava o retorno e a divulgação pretendida. Assim decidimos fazer uma parceria com a SPORTV, a quem cedemos um espaços em todas os carros dos nossos associados e em contrapartida este canal de televisão garantiu a transmissão de uma reportagem com imagens de todas as provas do CPM. Na Sport TV encontramos um parceiro a quem desde já agradecemos toda a contribuição que nos deram em 2012 com essa cobertura televisiva, muito profissional e exemplar.

Em 2012 também iniciamos o contacto directo com os clubes organizadores de provas, a quem apresentamos as nossas ideias para alterar alguns aspectos que considerávamos menos correctos, mas sempre com a intenção de garantir a defesa do CPM, mas principalmente dos nossos associados, os pilotos.

Em algumas situações não foi um diálogo fácil, porque tínhamos de negociar verbas de inscrição e implementação de medidas de segurança, de conforto e condições de trabalho ao nível de assistências consagradas nos cadernos de encargos, que nem sempre eram cumpridas pelos clubes. Mas como estávamos unidos e estávamos mandatados para tomar as posições que melhor defendessem os interesses dos pilotos e das equipas, em alguns casos tivemos de ser intransigentes e impor posições nem sempre fáceis. Um dos factores que contribuiu para termos um mão peso negocial foi o facto das inscrições nas provas passaram a ser feitas pela APPAM e não pelos pilotos individualmente, o que nos deu mais força na hora das negociações com os clubes, pois estes perceberam que sem os associados da APPAM as provas de montanha não se realizavam, porque como já disse em 2012 já tínhamos 34 associados na APPAM.

 

- 2013 é um ano de mudanças, não é verdade? Há todo um trabalho que vem do ano passado e se concretiza nesta época, é assim?

Realmente 2013 é um ponto de viragem em todo este projecto, começamos por reunir com o senhor Pinto de Freitas, presidente da FPAK, a quem apresentamos as nossas ideias sobre o regulamento desportivo e as propostas que tínhamos para uma melhor promoção do CPM.

Essa reunião com a FPAK foi muito produtiva, porque pela primeira vez sentimos da parte da Federação total abertura e uma grande vontade de dialogar com a APPAM, para se encontrarem as melhores soluções para o CPM 2013.

Foi com agrado que no seguimento dessa reunião voltamos a reunir com o Sr. Castanheira e com o Sr. David Cabral por indicação do presidente da FPAK e conseguimos todos num diálogo salutar e honesto criar um regulamento desportivo que na nossa opinião é mais justo e competitivo para todos, e onde constam a quase totalidade das nossas propostas. Esta união de esforços entre a APPAM e a FPAK foi bem demonstrativa de que o objectivo era comum e o principal era a intenção de reformular os regulamentos de modo a tornar o CPM mais competitivo e mais atractivo para todos os que pretendam participar. 

Também este ano procuramos desenvolver algumas ideias de promoção, e caso apareça um patrocinador temos condições para desenvolver um projecto muito dinâmico e atractivo e com grande retorno para esse patrocinador principal, para os clubes organizadores, pilotos, equipas, e por inerência para todos os patrocinadores dos pilotos, em resumo para todo o CPM.

Sabíamos que não iria ser fácil e por isso tivemos o cuidado de escolher como parceiro para este projecto de promoção a empresa COMPLETA MENTE, que com a sua experiencia, credibilidade e capacidade profissional demonstrada ao longo da sua existência, é para nós uma garantia de sucesso e profissionalismo que nos garante a melhor implementação deste projecto de promoção do CPM 2013. Este projecto, posso dizer que o podemos considerar revolucionário e inovador, comparado com o que tem sido o CPM ao longo dos anos.

 

- O que vai acontecer de novo em 2013?

Este ano existem grandes alterações e como grande inovação temos a abertura á participação de pilotos a partir dos 16 anos, e em alguns grupos isso pode ser feiro com uma licença regional, neste regulamento cabem todo o tipo de viaturas que existam.

Outra novidade é desaparecimento do campeão à geral dos clássicos, porque passa a haver o campeão de viaturas clássicas em função do seu período, H65; H71; H75; H81; H85; H90, o que se torna mais motivante porque estão em competição viaturas idênticas e não o David contra o Golias como acontecia quando só existia o campeão à geral, que normalmente era a mais potente e os restantes eram meros concorrentes sem qualquer hipótese de lutar pelo titulo.

Passa a haver o Troféu Nacional Promoção de Montanha 1300cc, o Troféu Nacional de Baixa Cilindrada de Clássicos, e o Troféu Nacional de Clássicos (Montanha). A Categoria 4 passa a ter dois grupos, o Grupo 5 e o Grupo BM, onde cabem todas as viaturas clássicas alteradas em relação às originais.

Na Categoria 1 passa a existir pontuação na classificação do grupo que vai ajudar a nivelar a classificação da categoria entre viaturas menos e as mais potentes.

O número mínimo de participantes na Categoria 3 em todos os seus períodos, e troféus 1300cc, incluindo o de Promoção, baixou para três em cada período de cada uma e caso não existam, aplica-se a fórmula da percentagem existente. Na categoria 4 não é necessário número mínimo de participantes.

Passa existir atribuição de prémios em todas as categorias, troféus e na absoluta prémios até ao 5º classificado.

Outra novidade é a estrutura do campeonato, que mantém oito provas mas passam a contar os melhores seis resultados, o que impede um piloto que nunca ganhou uma prova mas participou em todas de ser campeão por assiduidade, e porque os outros sofreram percalços em algumas provas.

Desapareceu e bem a prova em Espanha e passa a existir novamente a Rampa Serra da Estrela.

Por fim, pela primeira vez, a FPAK aconselha aos clubes a adoptarem uma taxa máxima de inscrição de 200€, o que nos apraz registar porque tem sido um dos grandes entraves a uma maior participação e isso tem sido bem visível nas provas que integram os rali sprint. Estamos perante um grande número de potenciais participantes que só não integram o CPM devido a terem inscrições mais baixas; ora, se foram semelhantes preferem fazer parte do CPM.

 

- E o que é a classe de promoção?

Troféu Nacional Promoção de Montanha 1300cc é reservado exclusivamente a condutores que participem em viaturas da Categoria 1, com uma cilindrada igual ou inferior a 1300cc3. Estes pilotos podem participar com uma licença desportiva Regional. Existirá a classificação absoluta do TNPM independente de todas as outras, com prémios até ao 5º classificado. Para que as provas deste troféu sejam pontuáveis, é necessário o número mínimo de 3 concorrentes, caso isso não aconteça aplica-se o regulamentado para esse tipo de situação (pontuação em função do numero de inscritos).

 

- Com este regulamento e principalmente com a nova classe de promoção esperam-se certamente novos pilotos…

Nós esperamos que apareçam mais pilotos, principalmente jovens pilotos ou pilotos que nunca competiram e que agora, com custos mais baixos e com viaturas idênticas, possam animar um troféu e iniciarem-se num desporto onde poderão depois seguir outros voos com mais experiencia.

Existem muitas viaturas que podem correr neste troféu como Toyota Starlet, e Yaris, Ford Fiestas, Citroen AX, Fiat Uno e tantas outras que estão guardadas em garagens, sem qualquer uso e que poderão com um custo muito baixo proporcional aos pilotos uma experiencia fantástica e que será uma grande escola para poderem depois passar para categorias mais altas.

 

- Para quem acompanha este campeonato: o que vai o público poder ver em 2013?

Penso que vai ver novos carros que até agora têm estado guardados nas garagens, porque este regulamento contempla todo o tipo de viaturas; vai ver mais competitividade, mais participantes e certamente um melhor espectáculo em pista. Esperamos ainda maior animação antes e durante as provas, com muita mais abertura dos pilotos e zonas de assistência ao público, em resumo espero que possa ver um Campeonato de Montanha cada vez melhor.

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