50º Ralicross de Mação – Domingo

A caravana do Campeonato Nacional de Ralicross, Kartcross e Super Buggy, rumou a Mação, onde se disputou a segunda prova da época.

Uma lista de inscritos bem recheada, a melhor dos últimos anos com sete dezenas de pilotos a dizerem "sim" à prova maçaense, corridas bem animadas discutidas como manda a cartilha e um tempo soberbo, fizeram parte do programa das festas de Domingo e o público agradeceu, comparecendo em grande número. Menos positivo foi o facto de o programa se ter dilatado para além do previsto, encerrando-se já quase no início da noite.

Parabéns a João Novo, que venceu a Super Iniciação, a Celmo Guicho, vencedor da Super Nacional 2RM, João Ribeiro, primeiro na Super 1600, Daniel Leal ganhou a Super Nacional A 1.6, Joaquim Santos foi o melhor dos Super Car, Ludgero Santos venceu os Super Buggy e Mário Rato ganhou entre os Kartcross.  

Finais

Iniciação 

As coisas não começaram bem para Rafael Rocha, ou melhor quase nem começaram. A centralina do Peugeot 106 entregava a alma ao criador e o carro ficava parado na grelha.

João Novo (Peugeot 106), alheio a problemas, assumiu a primeira posição e Francisco Silva (Citroen Saxo), partiu como uma seta para o segundo posto.  

Rodrigo Correia (Peugeot 205) ganhava tempo a Francisco Silva e o piloto de Lousada, tinha que acabar a prova a defender-se do “rooquie” que guia o carro “ex” Santinho Mendes.

Pedro Domingos conseguiu cortar a meta em terceiro, numa espécie de prémio de consolação, depois de um fim-de-semana que começou mal, com o Toyota Starlet a ficar tipo “chapeu de pobre” de pois de ser empurrado para a barreira ainda nos treinos livres.

macao1 novo João Novo (Peugeot 106)

Super Nacional

Final

Celmo Guicho (Renault Clio) arrancou da pole-position, colocou-se na frente e ganhou a corrida.

Luís Moreira (BMW 325i) apostava em ser primeiro, mas teve que se defender da armada Peugeot que o perseguia. Daniel Sousa (Peugeot 106) personificou essa oposição, deu luta, mas no final o BMW ditava lei.

Sousa foi assim terceiro, à frente de Ricardo Mendonça (Peugeot 306), Arlindo Martins (Peugeot 306), José Sousa (Peugeot 306) e José Queirós (Peugeot 206).

Santinho Mendes foi a ausência notada. A junta do colaça do motor do Opel Astra queimava e o piloto de Abrantes ficava a ver a corrida do lado de fora.

macao1 snacional Da direita para a esquerda: Celmo Guicho (Renault Clio), Luís Moreira (BMW 325i)

Meia Final A

Celmo Guicho (Renault Clio) arrancou bem e deixou os adversários a discutirem o segundo posto… e que discussão foi! Graças a isso, o piloto de Vila Real destacou-se e terminou com alguma folga.

Fábio Silva (Peugeot 106) defendia-se dos ataques de Ricardo Mendonça (Peugeot 306). Ainda na primeira volta, Mendonça passou para a frente do grupo e assumiu o segundo posto. Era agora a vez de José Queirós (Peugeot 206) lançar o ataque ao terceiro posto. Conseguia o intento na terceira volta.

Entretanto Fábio Silva ficava pelo caminho à quarta volta com um problema num pneu e o quarto posto ficou à disposição de Daniel Sousa (Peugeot 106), que ficou na última linha da grelha da final final por 1,2 segundos.

Meia Final B

Santinho Mendes (Opel Astra) partiu como uma bala, mas trazia Luís Moreira (BMW 325i) logo colado. Por sua vez o homem do carro alemão, ainda no segundo lugar, era “assediado” pelo Peugeot 306 de José Sousa, que acaba por levar a melhor. Depois era a vez de Moreira recuperar a vice-liderança e Santinho a ganhar com estas lutas.

Luis Moreira parecia que podia respirar de alívio, pois agora era Arlindo Martins (Peugeot 306) quem estava ao ataque e tentava o terceiro posto. Algo falhava com o Peugeot de José Sousa que assim “comprava” o último bilhete para a final e Martins subia para terceiro.  

Super Nacional A 1.6

Concorrentes precisam-se nesta categoria. Embora as qualificações sejam disputadas juntamente com a Super 1600, as finais são separadas e por isso Daniel Leal teve que correr sozinho com o Citroen Saxo.  

macao1 daniel leal Daniel Leal (Citroen Saxo)

Super 1600

João Ribeiro (Citroen Saxo S1600) partiu bem e chegou em primeiro à curva um. Igualmente bem, partiu Ricardo Soares (Citroen Saxo S1600) que se “aguentou à bronca” da primeira curva, por fora e subiu para segundo. A partir daí assistimos a uma corrida de cortar a respiração, com cada posição a ser discutida como se não houvesse amanhã.

Na frente destacou-se um trio de Citroen Saxos S1600. Ribeiro na frente, Soares logo atrás e Bruno Gonçalves a não querer perder nem uma décima, para não descolar.

Um par de metros mais atrás aparecia o segundo grupo com José Eduardo Rodrigues (Peugeot 206 S1600) a ser muito pressionado por Rui Sirgado (Citroen DS3 S1600).

As idas à Joker Lap foram decisivas para a ordem final. João Ribeiro atrasou a ida e dessa forma ganhou vantagem para o final da corrida.

Ricardo Soares manteve a segunda posição e deixou de ser pressionado por Bruno Gonçalves, que no regresso entrou atrás de Joaquim Machado (Peugeot 206 S1600). Pressionou, pressionou, mas o vencedor da Taça Nacional em 2016, aguentou muito bem os ataques.

Hélder Ribeiro (Citroen C2 S1600) andava na luta pelos lugares da frente, mas o azar continua a ditar lei e o C2 acabava a prova à quarta volta, com uma manga de eixo partida.

Nuno Araújo (Citroen C2 S1600) cortava a meta em sétimo, atrás de Bruno Gonçalves, que continuava a pressionar Machado até cortarem a meta, com meio carro de vantagem para o Peugeot.

Rui Sirgado foi quarto. Um segundo e sete décimas mais frente cortava José Edurado Rodrigues, completamente colado, ao segundo: Ricardo Soares. João Ribeiro ganhou.

macao1 s1600 Da direita para a esquerda: João Ribeiro, Bruno Gonçalves e Ricardo Soares, todos em Citroen Saxo S1600

Super Car

Pedro Matos (Citroen DS3) teve uma ligeira hesitação no arranque. Quem não hesitou nada foi Joaquim Santos (Ford Focus) e foi para a frente. Pedro Matos seguia em perseguição do homem da Bompiso, mas já não “chegava a tempo” e era segundo.

Ana Matos partiu bem do terceiro posto da grelha, para o terceiro posto da geral e consequente vitória na Super Nacional 4WD. Escusado será dizer, que simultaneamente foi a melhor senhora.

Daniel Costa (Peugeot 106 Bimotor) lutava também pelo primeiro posto da Nacional. Um ou outro toque à mistura e Costa recebia uma bandeira preta. Carlos Pereira (BMW 325 Ix) ficava com caminho aberto para ser segundo da Super Nacional 4WD.

macao1 jsantos Joaquim Santos (Ford Focus), seguem-no Pedro Matos e Ana Matos

Super Buggy

Ludgero Santos (Toniauto TNTT) dominou a final de “fio a pavio”.

António Estêvão (GRT MXG) teve a vida mais dificultada. Lutava para ser segundo, mas no início Rafael Teixeira (Toniauto TT), também cobiçava a posição. Com a corrida a meio, os lugares da frente ficavam definidos.

Arménio Rodrigues levava o Atmos Strong até ao quarto posto, à frente de Paulo Godinho (PG Racing) e Arménio Rodrigues (Atmos Strong).

Nelson Barata ficou fora de prova à quinta volta, com problemas mecânicos – aparentemente transmissão – no Toniauto TT. 

maco1 ludgero Ludgero Santos (Toniauto TNTT)

Kartcross 

Está visto Mário Rato estava apostado em ganhar esta prova e trabalhou logo desde a partida com esse objectivo na mira. O “problema” é que Pedro Rosário tinha um objectivo semelhante e não deu um segundo de descanso. O público agradeceu, pois foi mais uma dessas corridas em que se se pisca os olhos, se pode perder um momento interessante.

Só a uma volta do fim é que as coisas ficaram quase definidas, Pedro Rosário perdia um  segundo e  meio. Rato vencia.

Logo na partida um toque, tipo choque em cadeia, fazia com que o pelotão perdesse dois concorrentes e um outro pouco depois. O ASK de Sérgio Castro e o AG SPort de Artur Monteiro ficavam na primeira curva. Não era possivel remover os karts e a prova prossegiu, o que motivou o protesto do pilotos. Mais à frente, Mauro Reis (Semog Bravo) lutava por um lugar entre os primeiros, mas ainda na primeira volta um pião atirava-o para o fundo da classificação. 

Os dois da frente estavam endiabrados e Nuno Godinho (Semog Bravo) encabeçava a oposição. Completamente pegados à traseira, tinha Jorge Gonzaga (ASK R268) e Nuno Bastos (ASK EVO16), que no meio da confusão da partida, tinha-se atrasado.

Mas diz o povo, que “um azar nunca vem só" e pouco depois um pião fá-lo perder o quinto posto. Quem agradeceu foi José Luís Pereira (AG Sport). Pedro Palma (Semog) encerrou o grupo dos seis da frente.

IMG 4896 Mário Rato (Semog), Pedro Rosário (Semog Bravo ER) em segundo

Após corridas de qualificação

Super Inciação

João Novo (Peugeot 106) dominou as três corridas de qualificação e garantiu já a pole-position para final. Ao lado parte Rafael Rocha (Peugeot 106), que com o segundo posto na segunda corrida e o terceiro na primeira, assegurou a vice liderança.

Abílio Domingos fez a corrida possível, com o Toyota Starlet em muito mau estado. Ainda nos treinos livres de Sábado, um toque atirou-o para fora da pista e deixou a frente do automóvel em muito mau estado.  O melhor resultado foi o terceiro posto da última corrida de qualificação.

Rodrigo Correia também não teve a sorte pelo seu lado. Conseguiu dois segundos lugares, mas como não conseguiu sequer partir na segunda corrida, com problemas na caixa do Peugeot 205, teve que se contentar em ser quarto.

Francisco Silva está em “dia não”. É mais um caso de piloto que não tem a caixa de velocidades do carro em bom estado. Esta manhã ainda conseguiu um terceiro lugar, mas não chega para mais longe do que o quinto posto da grelha de partida da final.

macao1 novo João Novo (Peugeot 106)

Super Nacional 2 Rodas Motrizes

Dois campeões em título lutaram pela pole-position para final. Feitas as contas e Celmo Guicho (Renault Clio) o Campeão da Super Nacional, levou a melhor sobre Santinho Mendes (Opel Astra), o Campeão da Super Inciação, que anda no meio, ou melhor na frente, dos mais velhos.

Fábio Silva (Peugeot 106) somou dois quartos e um terceiro lugar e dessa forma arrecadou o terceiro posto para a final, à frente de Luís Moreira. Correram-lhe bem as duas primeiras corridas, mas a terceira, com um toque logo no início foi mais lenta. Moreira deu o tudo por tudo, mas não lhe dava melhor do que o sétimo posto, que o colocava no quaro lugar a da grelha.

Ricardo Mendonça (Peugeot 306) e Arlindo Martins (Peugeot 306) completavam os seis da frente.

Andreia Oliveira (Toyota Starlet) foi a melhor senhora, mas ficou fora dos lugares qualificáveis para a final.

Super 1600

João Ribeiro e Bruno Gonçalves travaram uma luta, que mais parecia um troféu Citroen Saxo S1600. Explicando: carros iguais, resultados muito semelhantes e chegaram à terceira corrida com uma vitória e um segundo posto cada um. Feitas as contas da qualificação final e Ribeiro levou a melhor por seis décimas.

Ricardo Soares foi o terceiro desta espécie de troféu. Dois terceiros e um quarto postos, colocam-no no terceiro lugar da grelha da final, à frente de Rui Sirgado também em Citroen, mas no mais recente, DS3.

José Rodrigues (Peugeot 206 S1600) teve um terceiro lugar como melhor resultado, fecha as contas com o quinto posto da grelha, à frente de Hélder Ribeiro que está em maré de má sorte. Algo não está bem no Citroen C2 S1600, que começava o dia a partir uma transmissão.

Joaquim Machado tem sorte idêntica e o Peugeot 206 S1600 não lhe está a permitir andar mais à frente. Dois sextos e um nono lugares até não são maus de todo, com um carro cujo motor se recusa a andar.

Ainda sob o manto da má sorte:

Nuno Araújo (Citroen C2 S1600) queixava-se de um toque na última corrida que lhe retirava as hipóteses de qualificação.

Rogério Sousa capotava com o Peugeot 207 S1600, na segunda corrida de qualificação.

Mário Teixeira (Ford Fiesta S1600) debatia-se com uma caixa de velocidades com raport demasiado longo e era décimo.

Daniel Leal (Citroen Saxo) é o único “Grupo A” na categoria.

Super Car

Joaquim Santos (Ford Focus) dominou as corridas de qualificação. Pedro Matos (Citroen DS3) deu réplica, foi segundo, mas na derradeira qualificação a mecânica traia-o Matos seguia directo para a assistência, logo após a partida.

Ana Matos (Mitsubishi Lancer EVO VI), foi a mulher do dia na Super Nacional 4RM. O segundo posto na terceira corrida arrumou as contas a seu favor. Vai ser terceira na grelha de partida final e fica com vantagem sobre Daniel Costa (Peugeot 106 Bimotor) e Carlos Pereira (BMW 325 Ix), respectivamente.

macao1 jsantos Joaquim Santos (Ford Focus) macao1 anamatos Ana Matos (Mitsubishi Lancer EVO VI)

Super Buggy

Ludgero Santos (Toniauto TNTT) ganhou as três corridas de qualificação e, naturalmente, a qualificação.

Paulo Godinho (PG Racing) e Nelson Barata (Toniauto TT) lutaram pelos segundo posto, mas as contas foram favoráveis a Godinho, que assim é segundo.

António Estêvão (GRT MXG) foi quarto, à frente de Rafael Teixeira (Toniauto TT) e de Arménio Rodrigues (Atmos Strong).

Kartcross

Kartcross

Nuno Bastos (ASK Evo16) esteve imparável nas corridas de qualificação de hoje, que venceu, mas sempre com Pedro Rosário (Semog Bravo Er) a “morder-lhe os calcanhares”. O Campeão Nacional em título foi sempre o segundo classificado, mesmo na corrida de ontem, em que Mário Rato (Semog Bravo) venceu.

Uma das quaalificações mais disputadas de sempre, foi o que se assitiiu em Mação!

Rui Nunes (Semog Bravo), Mauro Reis (H Sport) e José Luís Pereira (AG Sport) completaram o grupo da frente.